O chefe da diplomacia russa chegou à capital chinesa na terça-feira para uma visita de dois dias, durante a qual China e Rússia, importantes parceiros económicos e diplomáticos, deverão abordar, entre outros temas, a guerra no Médio Oriente.
Num sinal de intensa atividade diplomática por parte de Pequim, Lavrov encontra-se na cidade ao mesmo tempo que vários líderes estrangeiros, todos afetados, de diferentes formas, pelo conflito no Médio Oriente, ainda que este não tenha sido anunciado como o principal motivo das visitas.
Xi recebeu na terça-feira o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que se deslocou à China para impulsionar as trocas comerciais, mas que é também uma das principais vozes ocidentais críticas da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.
O Presidente do Vietname, To Lam, cujo país sofre os efeitos económicos do conflito, encontra-se igualmente em visita à China.
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Após o anúncio de uma trégua entre o Irão e os Estados Unidos, seguido do fracasso de negociações bilaterais no fim de semana entre as duas partes, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um bloqueio naval aos portos iranianos, que entrou em vigor na segunda-feira. Pequim classificou o bloqueio como “perigoso e irresponsável”.
A relação entre China e Rússia, ambos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, é sustentada por uma rivalidade comum com os Estados Unidos e tem-se reforçado desde a invasão da Ucrânia pelas tropas russas, em 2022.