Segundo a Fundação Animal Advocacy and Protection (AAP), que gere o santuário em Villena, Sona esteve em cativeiro durante 16 anos e foi explorado desde os três meses de idade. O animal era utilizado em truques de magia e exibido como atração turística num circo, vivendo maioritariamente num reboque de camião, com acesso limitado a uma pequena jaula exterior.
A transferência para Espanha foi realizada em colaboração com a Pangea Trust, que acompanhava o caso desde 2018, numa altura em que ainda não existia em Portugal legislação que proibisse o uso de animais selvagens em circos.
A lei portuguesa, aprovada em fevereiro de 2019, determinou o fim destes espetáculos, mas estabeleceu um período transitório de seis anos para que os detentores dos animais procedessem à sua entrega voluntária. Com o término desse prazo, no final de 2025, os proprietários do circo contactaram a Pangea Trust para coordenar a entrega de Sona.
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O resgate foi efetuado há cerca de duas semanas e o tigre foi transportado para o centro da AAP em Alicante, conhecido como Primadomus. De acordo com a fundação, o animal permanecerá isolado até ao final do período de quarentena, após o qual poderá, pela primeira vez, caminhar em terra firme.
Ao longo de toda a sua vida, Sona deslocou-se apenas entre o atrelado do camião e o picadeiro do circo. A sua chegada ao santuário representa o encerramento simbólico de uma era em Portugal, marcando o fim da presença de animais selvagens em circos no país.