Durante a cerimónia do Dia do Combatente, junto ao Mosteiro da Batalha, o chefe de Estado garantiu que a Presidência não ficará indiferente às causas destes militares e das suas famílias. “Os combatentes de Portugal não são um tema de arquivo. São uma presença viva, ativa e merecedora da atenção permanente do Estado e da sociedade”, afirmou.
Seguro destacou que, meio século após o Revolução dos Cravos, é essencial reconhecer o contributo dos militares que ajudaram a construir a democracia, com uma gratidão que vá além de palavras simbólicas.
Apesar de reconhecer progressos — como a gratuitidade de medicamentos para pensionistas, o reforço dos apoios de saúde e a revisão de benefícios —, o Presidente alertou que estes avanços são insuficientes face às lacunas persistentes.
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“Reconhecer avanços não basta se persistirem lacunas. Nenhum combatente deve sentir que o país pelo qual serviu o abandonou”, sublinhou.
Na cerimónia, que contou também com a presença do ministro da Defesa, Nuno Melo, Seguro manifestou confiança na capacidade do Governo para responder às expectativas, mas deixou claro que a dignidade dos antigos combatentes “não se compadece com adiamentos intermináveis”.
O apelo surge num contexto de crescente pressão política e social para acelerar medidas de apoio, incluindo propostas legislativas e queixas formais que denunciam atrasos na resolução de processos e insuficiência de respostas estruturais para este grupo.