O presidente da República de Portugal, António José Seguro, apelou esta terça-feira a uma resposta imediata do Estado face aos prejuízos provocados pelo mau tempo, sublinhando que é necessário “menos palavras e mais ação” para garantir que os apoios cheguem rapidamente às pessoas afetadas.
Em declarações aos jornalistas na aldeia de Casais de São Bento, em Cardigos, Mação, Santarém, Seguro afirmou que este é o “tempo da ação” e destacou a necessidade de acelerar o processo de entrega de ajudas, de forma a minimizar os impactos da catástrofe.
“Ora, se há apoios, se há dinheiro, uma das minhas obrigações é dizer menos palavras, mais ação, para que o dinheiro chegue rapidamente às pessoas”, afirmou, antes da reunião com o primeiro-ministro Luís Montenegro, sobre a qual não quis adiantar detalhes.
O chefe de Estado reconheceu que algumas candidaturas de apoio já começaram a ser processadas, mas alertou que há atrasos e que é necessário reforçar a capacidade de resposta do Estado: “Já passaram dois meses sobre esta catástrofe e é muito importante que o Estado, todas as suas estruturas, colaborem e reforcem as suas capacidades.”
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António José Seguro salientou ainda a necessidade de melhorar a informação e o esclarecimento sobre os apoios, uma vez que muitos cidadãos enfrentam dificuldades na sua formalização: “Conheço situações em que as autarquias têm feito um trabalho extraordinário, noutros casos não é esse o caso. É fundamental que todos se comprometam rapidamente para que os apoios cheguem.”
O presidente concluiu reiterando que continuará a acompanhar de perto a situação e que continuará a colocar questões, em privado ou em público, sempre com o objetivo de resolver os problemas dos portugueses afetados pelo mau tempo.