No primeiro dia do programa oficial após a tomada de posse, Seguro regressou a Mourísia para sublinhar que o interior do país continuará a ser uma prioridade do seu mandato. “A atenção que Mourísia precisa, e o interior do nosso país exige, são respostas da política. Sobretudo quando se fazem promessas de apoio, é importante que essas promessas sejam concretizadas”, afirmou.
Segundo o Presidente da República, com base em informação transmitida pelo presidente da câmara municipal, ainda estarão por pagar cerca de quatro milhões de euros em apoios relacionados com os incêndios de 2025. “O meu apelo é simples: menos expectativas, mais apoios. Menos palavras, mais atos. As pessoas têm de ter a certeza de que, quando o poder político fala, é para valer”, declarou, após contactar com a população local.
Seguro lembrou que, apesar de não dispor de poder executivo, dispõe do “poder da palavra”, frisando que a sua presença em Mourísia, o primeiro compromisso fora de Lisboa enquanto chefe de Estado, pretende dar um sinal claro de atenção a todos os portugueses, independentemente do território onde vivem.
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O Presidente assumiu ainda que será exigente “quanto aos resultados, mas também quanto à forma como se tomam decisões”, apontando atrasos no funcionamento da Comissão Técnica Independente criada após os incêndios. “A lei foi aprovada em agosto, entrou em vigor em janeiro e, em março, a comissão ainda não tem todos os seus 12 membros. Dentro de poucos meses teremos novamente o verão e uma época de elevado risco”, alertou.
A visita a Mourísia integra um dia dedicado ao interior do país, que prossegue com passagens por Guimarães e termina no Porto.