Na abertura do mercado, o contrato de futuros holandês TTF — referência europeia para o gás natural — recuou cerca de 20%. Pouco depois das 07h00 (hora de Lisboa), caía 19,24%, para 43 euros por megawatt-hora, depois de ter chegado a negociar abaixo dos 42,5 euros.
A tendência de descida estendeu-se ao mercado petrolífero, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter adiado um ultimato dirigido ao Irão e de Teerão ter manifestado disponibilidade para negociar, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.
A queda do petróleo chegou a ultrapassar os 15% nas primeiras horas de negociação. Por volta das 05h00, o crude West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana para entrega em maio, desvalorizava 14,53%, para 96,54 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte, referência global, caía 13,13%, para 94,92 dólares por barril, para entrega em junho.
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No mercado cambial, o dólar norte-americano perdeu valor face às principais moedas internacionais, tendo chegado a desvalorizar mais de 1% em relação à libra esterlina.
O alívio nos mercados energéticos refletiu-se também nas bolsas asiáticas, que registaram subidas expressivas, alimentando expectativas de uma sessão positiva na Europa. Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 5,33%, enquanto em Seul o Kospi subiu perto de 7%. As bolsas de Taipé e Sydney registaram ganhos de 4,47% e 2,66%, respetivamente, e o índice Hang Seng, em Hong Kong, subiu cerca de 3% no regresso às negociações após um feriado prolongado.