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UNESCO defende gastronomia como ponte de diálogo entre culturas em Macau

A gastronomia pode desempenhar um papel estratégico na aproximação entre culturas e na promoção do diálogo internacional, defendeu uma responsável da UNESCO em Macau, no contexto de um fórum que reúne cidades criativas de vários países

Lusa - Macau

A secretária da Rede das Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, sigla em inglês), Denise Bax, disse hoje à Lusa que a gastronomia pode servir como espaço de diálogo entre culturas para criar um futuro melhor.

Bax falava à margem do Fórum Internacional de Gastronomia, que decorreu hoje, dia 23, em Macau, no âmbito da Festa Internacional das Cidades de Gastronomia, que arrancou em 20 de março e termina no dia 29.

O evento conta com quase 40 Cidades Criativas da Gastronomia, incluindo Santa Maria da Feira e Matosinhos (Portugal), e Belém, Belo Horizonte, Florianópolis e Paraty (Brasil).

A gastronomia “é muito mais do que o ato de comer, porque também se refere às nossas tradições culinárias, às nossas famílias, à nossa identidade cultural”, defendeu Bax.

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A dirigente da UNESCO sublinhou que promover a gastronomia também significa “apoiar os agricultores, os produtores e as indústrias criativas”.

“Esta é também a essência desta rede [das Cidades Criativas da UNESCO]: partilhar experiências, partilhar ideias e moldar um desenvolvimento urbano sustentável para a gastronomia”, explicou Bax.

A secretária da Rede das Cidades Criativas deu como exemplo “o desperdício alimentar ao longo da cadeia alimentar”, num contexto em que “as questões ambientais são tão importantes.

Mas Bax defendeu que, perante as tensões geopolíticas, “a gastronomia também é uma plataforma para o diálogo internacional, para celebrar a criatividade e, acima de tudo, aprender uns com os outros”.

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As Cidades Criativas da Gastronomia podem “atuar como pontes e ser uma plataforma valiosa para o diálogo entre várias culturas”, defendeu a dirigente da UNESCO.

O programa, que é “realmente dedicado à contribuição da cultura e da criatividade para o desenvolvimento”, pode ser “uma forma de diferentes agentes moldarem um futuro melhor para todos nós”, disse Bax.

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO, criada em 2004, conta atualmente, em oito áreas, com 408 cidades de mais de cem países, incluindo 14 no Brasil e as capitais de Cabo Verde e Guiné-Bissau, ambas na área da música.

Em Portugal, a rede inclui Óbidos (Literatura), Amarante e Leiria (Música), Barcelos, Caldas da Rainha e Castelo Branco (Artesanato e Artes Populares), Braga (Artes Digitais) e Covilhã (Design).

Denise Bax prometeu que, “em breve”, será divulgado um estudo sobre como a designação de uma Cidade Criativa “se pode traduzir em impacto concreto no terreno”.

Macau tornou-se uma Cidade Criativa da UNESCO na área da Gastronomia em 31 de outubro de 2017, tornando-se na terceira cidade na China, a seguir a Chengdu e Shunde, a conquistar tal feito.

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