A Comissão de Assuntos Externos e Defesa e a Comissão de Finanças do Yuan Legislativo reúnem-se hoje, quarta-feira e quinta-feira para avaliar os projetos apresentados pelo executivo, pelo principal partido da oposição, o Kuomintang (KMT), e pelo Partido Popular de Taiwan (PPT), de menor dimensão.
Em declarações citadas pela agência noticiosa CNA, o responsável da Defesa, Wellington Koo, afirmou hoje que vai explicar a “integridade e necessidade” da versão do executivo aos restantes deputados, manifestando esperança em obter o apoio da oposição.
A análise destas leis, que preveem um aumento extraordinário da despesa militar fora do orçamento anual da Defesa, surge num contexto de agravamento das tensões com a China.
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A proposta do Governo, enviada em novembro do ano passado e apoiada pela Administração dos Estados Unidos, abrange oito anos (2026-2033) e prevê um orçamento total de 1,25 biliões de dólares taiwaneses (33.735 milhões de euros).
O plano visa financiar aquisições de armamento, tanto já anunciadas como futuras, e programas de produção conjunta com os Estados Unidos, visando reforçar a defesa aérea da ilha, a capacidade antitanque ou os sistemas de veículos aéreos não tripulados (“drones”).
A proposta do PPT, apresentada a 26 de janeiro, limita a despesa em armamento a 400 mil milhões de dólares taiwaneses (10.795 milhões de euros) até 2033, enquanto a do KMT, divulgada a 5 de março, estabelece um teto de 380 mil milhões de dólares taiwaneses (10.256 milhões de euros) até 2028.
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Os montantes previstos nas propostas do PPT e do KMT são suficientes para cobrir os 11,1 mil milhões de dólares (cerca de 9,6 mil milhões de euros) em pacotes de armamento cuja venda foi aprovada pelos Estados Unidos a Taiwan em dezembro do ano passado.
Embora o executivo sustente que as capacidades defensivas da ilha seriam “significativamente enfraquecidas” caso o orçamento de 1,25 biliões de dólares taiwaneses não seja aprovado nos seus termos, a oposição defende a necessidade de reforçar o escrutínio sobre a despesa militar, argumentando que muitas vendas diretas de armamento estiveram envolvidas em escândalos de corrupção no passado.