Aviões dos três países patrulharam as ilhas Batanes, no extremo norte das Filipinas, em manobras que pretendiam demonstrar a “capacidade de operar em conjunto sem problemas em ambientes marítimos complexos”, informou o Exército de Manila em um comunicado.
Pouco mais de 100 quilômetros separam as Filipinas de Taiwan, ilha de regime democrático que a China considera parte do seu território.
Esta foi a primeira vez que as denominadas Atividades de Cooperação Marítima Multilateral (MMCA), com os três países, foram além do Mar do Sul da China, onde Filipinas e China já protagonizaram confrontos por territórios em disputa.
“As operações aéreas foram efetuadas no espaço aéreo sobre o território filipino e suas águas territoriais, ao norte de Luzon”, afirmou o Exército filipino em um comunicado. Os navios de guerra permaneceram ao oeste da cadeia das ilhas Batanes.
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O exercício terminou na quinta-feira, incluindo uma manobra de artilharia com fogo real realizada pela fragata de mísseis guiados BRP Antonio Luna.
“As Filipinas cooptaram países de fora da região para organizar as denominadas patrulhas conjuntas, o que perturba a paz e a estabilidade na região”, afirmou Zhai Shichen, porta-voz do Comando do Teatro Sul.
Ele acrescentou que Pequim fez uma “patrulha de rotina” no Mar do Sul da China entre 23 e 26 de fevereiro.
Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, provocou uma crise nas relações com Pequim ao sugerir que Tóquio poderia intervir militarmente ante um eventual ataque chinês contra Taiwan.
Em agosto, o presidente filipino, Ferdinand Marcos, também advertiu que as Filipinas seriam arrastadas “à força” para qualquer guerra pela ilha democrática, que tem o governo dos Estados Unidos como seu principal fornecedor de armas.