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Timor-Leste anuncia abertura de processo de recrutamento policial após alegações de favorecimento

Xanana Gusmão disse que a decisão foi tomada na quarta-feira durante a reunião do Conselho de Ministro, durante a qual foram analisadas as recomendações

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O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, anunciou hoje a abertura de um novo processo de recrutamento para a Polícia Nacional de Timor-Leste, após recomendação da comissão de revisão composta por elementos de Portugal e da Austrália.

“Vamos analisar cuidadosamente todo o processo de recrutamento, que gerou muita contestação. Por isso, este processo anterior será arquivado e será aberto um novo”, afirmou o primeiro-ministro. Xanana Gusmão falava aos jornalistas após o encontro semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, na Presidência, em Díli.

“O ministro do Interior irá esclarecer detalhadamente o novo processo de recrutamento. Quem não passar na primeira fase será automaticamente excluído, com o objetivo de garantir transparência e justiça”, disse o chefe do Executivo.

Xanana Gusmão disse que a decisão foi tomada na quarta-feira durante a reunião do Conselho de Ministro, durante a qual foram analisadas as recomendações feitas pela comissão, que inclui elementos da Guarda Nacional Republicana e da Polícia Federal Australiana.

Leia mais sobre o assunto: Organização timorense pede rigor na avaliação de candidatos à polícia

O Governo timorense já tinha suspendido temporariamente, em 11 de fevereiro, o concurso de recrutamento de novos polícias para a Polícia Nacional de Timor-Leste, após os candidatos e várias organizações da sociedade civil terem denunciado a falta de credibilidade do processo por alegados favorecimentos.

Os jovens timorenses começaram no início da semana manifestações a exigir o cancelamento do concurso. Na semana passada, o presidente da comissão de supervisão do recrutamento de novos candidatos à PNTL, Paulo Assis Belo, informou que a equipa detetou 71 filhos de polícias e 72 filhos de veteranos colocados em posições privilegiadas na lista de vagas para novos recrutamentos.

Em janeiro, a comissão de recrutamento da polícia timorense anunciou que 10.595 candidatos tinham sido aprovados, mas que apenas 400 candidatos foram autorizados a avançar para a fase de testes médicos.

A comissão de recrutamento nunca explicou de que forma selecionou os 400 candidatos para prosseguirem os exames médicos.

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