O órgão estatal indicou que a Comissão Central de Inspeção e Disciplina do Partido Comunista Chinês (PCC) e a Comissão Nacional de Supervisão estão a realizar uma “revisão disciplinar” sobre Hu, que é também vice-secretário do Comité Municipal do PCC na cidade.
Estas entidades são os dois principais órgãos responsáveis por investigar irregularidades dentro do partido governante e da administração pública, respetivamente. A CCTV não avançou detalhes sobre as alegadas infrações de Hu.
Na China, a expressão “graves violações disciplinares e da lei” é habitualmente utilizada pelo aparelho anticorrupção para anunciar investigações com frequência relacionadas com subornos ou outros crimes económicos.
O presidente da câmara de Chongqing, que administra 32 milhões de habitantes, torna-se assim o mais recente funcionário a ser alvo de investigação no âmbito da campanha anticorrupção em curso na China há mais de uma década.
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O então presidente da câmara da cidade próxima de Chengdu, Wang Fengchao, também foi colocado sob investigação no passado mês de novembro. Assim, os presidentes das câmaras das duas principais cidades do centro-oeste da China estão agora sob escrutínio dos órgãos anticorrupção.
Desde que chegou ao poder em 2012, o atual secretário-geral do PCC e Presidente da China, Xi Jinping, lançou uma ofensiva de grande alcance contra a corrupção, que atingiu funcionários de todos os níveis, desde quadros locais até dirigentes provinciais, altos responsáveis militares e líderes de conglomerados estatais.
A campanha, considerada um dos programas emblemáticos de Xi, revelou vários casos de suborno e desvio de fundos dentro da estrutura do PCC.