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Lula desafia Trump com acordo nuclear e defende diplomacia sobre guerra

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, afirmou na quinta-feira (7) ter entregado ao homólogo norte-americano Donald Trump uma cópia do acordo negociado entre o Brasil, Turquia e Irão em 2010 sobre o programa nuclear iraniano

Lusa

“Tá aí o documento, leia”, declarou o político brasileiro em conferência de imprensa em Washington ao descrever a reunião de três horas na Casa Branca com Donald Trump. O Chefe do Executivo brasileiro afirmou ainda que era a segunda vez que entregava o documento para Trump e que ouviu do presidente dos EUA que leria a cópia do acordo ainda na noite de quinta-feira.

O brasileiro relatou que não espera mudanças na postura de Trump relativamente a conflitos internacionais após a reunião de três horas que os dois tiveram na Casa Branca.  Lula disse também que o Brasil não pretende entrar em embate com o político Republicano devido a divergências sobre conflitos globais.

“Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião de três horas comigo”, disse Lula da Silva.  “Conversar é muito mais barato, mais eficaz. Não tem vítima, não tem destruição de casa, não tem morte de criança”, enfatizou.

Lula narrou ainda que disse a Trump que o Brasil está à disposição para atuar como mediador em conflitos internacionais e que está, inclusive, à disposição para mostrar a visão que tem sobre Cuba, por exemplo. Ainda na conferência de imprensa, o político brasileiro declarou acreditar “muito mais no diálogo do que na guerra” e afirmou que não possui “vocação belicista”.

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Ao fazer um balanço da agenda de um dia nos EUA, Lula da Silva declarou que saiu muito satisfeito da reunião e disse que aconselhou o presidente Trump a sorrir para as fotos oficiais, e que o encontro demorou porque os dois estavam gostando. “Eu saio daqui com a ideia de que nós demos um passo importante na consolidação da relação democrática e histórica que o Brasil têm com os Estados Unidos”, declarou.

O encontro entre os dois líderes das duas maiores democracias do ocidente aconteceu após um ano tenso da política de tarifas dos EUA sobre o Brasil e atritos diplomáticos entre os dois países. Quem também se mostrou satisfeito com o encontro foi Donald Trump, que usou as suas redes sociais para elogiar Lula da Silva ao chamá-lo de “muito dinâmico” e dizer que a reunião entre os dois correu bem.

“A reunião foi muito boa. Nossos representantes devem se reunir para tratar de alguns pontos-chave. Novos encontros serão marcados nos próximos meses, conforme necessário”, diz mensagem publicada por Trump.

As autoridades brasileiras e norte-americana discutiram comércio bilaterial, tarifas impostas pelo governo norte-americano aos produtos brasileiros, cooperação transnacional no combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro, e sobre os minerais críticos e terras raras.

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