O chefe da diplomacia portuguesa afirmou que a estratégia nacional passa exclusivamente pela diplomacia e pela redução das tensões na região, sublinhando que essa orientação não sofreu alterações. “Portugal não está nem vai estar envolvido neste conflito”, garantiu, afastando o envio de meios militares para o Estreito de Ormuz.
Paulo Rangel reconheceu a relevância estratégica daquela rota marítima para a economia global e para o transporte de energia, mas defendeu que a reabertura e a segurança da navegação devem ser promovidas sobretudo no plano político. Segundo o ministro, existem “múltiplos instrumentos diplomáticos” ao dispor da União Europeia para contribuir para a estabilização da região, sem recurso à força militar.
Apesar de rejeitar uma intervenção armada, o governante deixou duras críticas ao regime iraniano, que classificou como uma “grave ameaça”, acusando Teerão de contribuir para a escalada do conflito ao atacar países que não estavam diretamente envolvidos. Para Paulo Rangel, esse comportamento demonstra “um elevado grau de perigosidade” por parte do Irão.
As declarações surgem num momento em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem intensificado os apelos aos aliados para colaborarem em iniciativas de segurança no Estreito de Ormuz, uma das mais importantes artérias do comércio mundial de petróleo.
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Portugal junta-se, assim, a vários países aliados que já afastaram um envolvimento militar direto na região, optando por uma abordagem centrada no diálogo, na diplomacia preventiva e na contenção do conflito.