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Trump diz que “Cuba vai cair” e qualifica isso como “a cereja no topo do bolo” (com vídeo)

O Presidente dos Donald Trump afirmou esta quinta‑feira que Cuba “vai cair”, descrevendo essa possibilidade como “a cereja no topo do bolo” após décadas de tensão entre Washington e Havana. A declaração foi feita numa entrevista ao portal Politico, em que Trump também se gabou de ser responsável pela atual crise económica que afeta a ilha caribenha.

“Nós cortámos todo o petróleo, todo o dinheiro, tudo o que vinha da Venezuela, que era a única fonte” para Cuba, afirmou Trump, referindo‑se à interrupção do fornecimento de petróleo e de fundos que tradicionalmente sustentavam a economia da ilha. O presidente norte‑americano afirmou ainda que os líderes cubanos “precisam de ajuda” e que contactos estão em curso entre a sua administração e as autoridades de Havana.

“Cuba vai cair… Depois de 50 anos, isso é a cereja no topo do bolo”, declarou Trump, ligando a situação atual da ilha às medidas de pressão económica e política aplicadas pelos Estados Unidos.

Trump utilizou ainda o exemplo da Venezuela para ilustrar como a relação entre Washington e países do Caribe e América Latina pode evoluir, afirmando que o país vizinho está “a fazer um trabalho fantástico” sob a liderança interina que sucede a Nicolás Maduro, capturado por forças norte‑americanas no início de janeiro de 2026.

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A crise em Cuba tem sido agravada pela escassez de petróleo, após a suspensão do abastecimento venezuelano, tradicionalmente essencial para a produção de energia na ilha, e pelas sanções económicas impostas por Washington que limitam ainda mais o acesso a combustível e a recursos financeiros. Autoridades cubanas têm relatado impactos profundos, incluindo apagões e dificuldades logísticas que afetam a população.

O comentário de Trump insere‑se num contexto de políticas externas agressivas da sua administração, que tem adotado estratégias de pressão económica e diplomática visando alterar a dinâmica política em países considerados adversários ou estrategicamente importantes para os interesses dos Estados Unidos.

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