Trump referiu-se especificamente ao filho do falecido líder supremo Mojtaba Khamenei, apontado como um dos principais candidatos à sucessão, classificando-o como “inaceitável” e argumentando que os Estados Unidos devem influenciar a nomeação de um sucessor que possa “trazer harmonia e paz” ao país.
“Eu tenho de estar envolvido na nomeação, assim como fiz com Delcy Rodríguez na Venezuela”, afirmou Trump, durante a entrevista, numa alusão à sua alegada participação na transição de liderança naquele país sul-americano.
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O incidente surge no contexto da grande instabilidade política e militar no Médio Oriente após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão no dia 28 de fevereiro, que resultaram na morte do Ali Khamenei, líder supremo iraniano desde 1989. Desde então, o país encontra-se sem um chefe religioso e político formal, com o Conselho de Liderança Interina a assumir interinamente as funções do cargo até que um novo Líder Supremo seja escolhido.
Mojtaba Khamenei, de 56 anos, um clérigo de linha dura com fortes ligações à Guarda Revolucionária, tem sido apontado por várias fontes como o principal candidato à sucessão, embora o anúncio oficial ainda não tenha sido feito.