O aiatolá Abdollah Javadi Amoli afirmou que o país enfrenta “um grande teste” e apelou à preservação da unidade e das alianças internas. “Devemos ter cuidado para preservar plenamente a unidade, para preservar plenamente a aliança”, disse, antes de convocar explicitamente o “derramamento de sangue sionista” e “do sangue de Trump”. O clérigo acrescentou ainda: “Lutem contra a América opressora, o sangue dele está sobre os meus ombros”.
As declarações surgem num contexto de rápida escalada militar na região. O Irão lançou hoje uma nova vaga de ataques contra bases israelitas e norte-americanas, ao mesmo tempo que advertiu que os EUA se vão arrepender “amargamente” de terem afundado um navio de guerra iraniano no oceano Índico. Israel, por seu lado, anunciou uma nova ofensiva “em grande escala” contra Teerão.
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Segundo a agência Associated Press, as sirenes de alerta aéreo soaram em Telavive e Jerusalém, enquanto as Forças de Defesa de Israel intensificaram ataques no Líbano contra posições do grupo xiita Hezbollah e conduziram uma “onda em grande escala de ataques contra infraestruturas” na capital iraniana.

Na noite de terça-feira, a Marinha dos EUA afundou um navio de guerra iraniano no oceano Índico. O episódio provocou a morte de dezenas de tripulantes, de acordo com informações preliminares. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, classificou o ataque como “uma atrocidade no mar”.
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“A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia e com cerca de 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio”, escreveu Araghchi nas redes sociais. “Fixem estas palavras: os EUA vão arrepender-se amargamente do precedente que criaram”, acrescentou.
A escalada de retórica e de ações militares aumenta os receios de um alargamento do conflito no Médio Oriente, numa altura em que a comunidade internacional apela à contenção e ao regresso a canais diplomáticos.