O Ministério dos Recursos Naturais da China indicou que foram identificados 225 jazigos nas bacias de Tarim (noroeste), Ordos (norte) e na baía de Bohai (nordeste), segundo órgãos de comunicação locais.
Desde o início desta nova ronda de exploração, Pequim deu prioridade ao petróleo e ao gás, com um investimento total próximo de 450 mil milhões de yuan (cerca de 53 mil milhões de euros), acrescentou um porta-voz.
Entre as descobertas, incluem-se 13 campos petrolíferos com reservas superiores a 100 milhões de toneladas e 26 campos de gás com reservas acima de 100 mil milhões de metros cúbicos. O ministério destacou também avanços na exploração em profundidade, tanto em terra quanto no mar.
Em terra, a China desenvolveu o seu primeiro poço de exploração, denominado “Deep Earth Tak 1”, com profundidade de até 10.000 metros, que permitiu detectar petróleo em camadas profundas.
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No mar, o campo de gás em águas ultraprofundas “Deep Sea One” entrou em fase de produção, colocando o país entre os mais avançados na exploração e extração de hidrocarbonetos em águas profundas, segundo as autoridades.
O porta-voz sublinhou que os recursos de petróleo e gás são “cruciais” para a economia nacional, o bem-estar da população e a segurança energética.
O anúncio surge num contexto de tensões entre Estados Unidos, Israel e Irão, que contribuíram para a subida dos preços dos combustíveis na China e levaram as autoridades a intervir temporariamente no mercado.
Na terça-feira (28), a liderança do Partido Comunista da China apelou a um reforço da segurança energética e dos recursos, face ao impacto da escalada nos preços do petróleo e do gás.