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Voos para feriado 1 de maio na China encarecem com subida das sobretaxas de combustível

Os voos domésticos na China para o feriado de 1 de maio registam este ano preços mais elevados do que em 2025 e antes da pandemia, pressionados pela subida dos custos energéticos ligada à guerra no Médio Oriente

Lusa - China

O preço médio dos bilhetes em classe económica situava-se em 971 yuan (cerca de 121 euros) em 27 de abril, mais 12.9% do que em 2025 e 23.2% acima de 2019, segundo o portal de notícias Yicai.

Os dados indicam ainda uma ligeira descida nos dias anteriores ao feriado, que decorre de 1 a 5 de maio, com o valor médio a recuar dos cerca de 1.000 yuan (125 euros) registados a 22 de abril, numa tendência interpretada por alguns utilizadores como uma “queda” de preços em determinadas rotas.

Contudo, fontes do setor citadas pelo mesmo meio referem que não se trata de uma descida generalizada, mas de ajustes normais em função da procura, após tarifas iniciais mais elevadas.

O aumento dos preços surge depois da subida das sobretaxas de combustível aplicada desde o início de abril, que fixam suplementos de 60 yuan (8,50 euros) para trajetos inferiores a 800 quilómetros e de 120 yuan (15 euros) para distâncias superiores.

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Apesar da pressão sobre os custos, o setor mantém previsões de “normalidade” na operação durante o feriado, com uma oferta de voos semelhante à do ano passado, indicou recentemente a Associação de Transporte Aéreo da China.

A subida dos preços ocorre num contexto de impacto do conflito no Médio Oriente e das tensões no Estreito de Ormuz, por onde passa uma parte significativa das importações energéticas da China, aumentando a incerteza nos mercados.

A guerra já encareceu diretamente os custos energéticos e logísticos no país, obrigando as autoridades a intervir temporariamente para limitar a subida dos combustíveis.

O agravamento da situação no Estreito de Ormuz, sujeito a bloqueios intermitentes envolvendo Irão e os Estados Unidos, tem alimentado preocupações adicionais, numa rota por onde transitam cerca de 45% das importações de petróleo e gás da China.

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