“Pude constatar em primeira mão a chegada de resíduos marinhos provenientes de países vizinhos, bem como conhecer o trabalho diário do pessoal da Guarda Costeira destacado nas Nansha”, escreveu Kuan Bi-ling na rede social Facebook, utilizando a designação adotada para as ilhas Spratly. A responsável pelos Assuntos Oceânicos acompanhou a publicação com duas fotografias da sua equipa.
A responsável, que se deslocou também, na semana passada, à ilha disputada de Taiping – conhecida como Itu Aba e sob controlo desde 1946 – para supervisionar exercícios da Guarda Costeira, afirmou que o Vietname apresentou queixas sobre a visita. Esta sendo a primeira deslocação de um responsável ao território em sete anos.
“O Vietname apresenta regularmente protestos face às atividades de outros países nas ilhas Spratly. Desta vez, a intensidade da reação não foi superior à habitual, e o nosso exercício não provocou nem provocará tensões na região”, disse.
A gestão da ilha de Taiping e do recife de Zhongzhou “contribui para a comunidade internacional” em áreas como assistência humanitária, investigação científica e conservação ecológica, segundo Kuan.
Leia também: China define ilhas que reclama no mar do Sul da China como eixo estratégico
“Não permitiremos que a questão da soberania se torne um obstáculo nas relações entre as partes. Esta visita demonstra a determinação em atuar como um gestor responsável”, sublinhou.
Brunei, China, Filipinas, Malásia e Vietname reclamam, total ou parcialmente, mais de uma centena de ilhas e atóis no mar do Sul da China, uma região rica em reservas de petróleo e gás, importantes zonas de pesca e uma das principais rotas marítimas do mundo.