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Iranianos que EUA tinham em mente para liderar país no pós-guerra estão mortos, diz Trump

No quarto dia da guerra no Médio Oriente, o presidente dos Estados Unidos afirmou esta terça-feira que os iranianos que Washington teria em mente para liderar o país no pós-guerra “estão mortos”, sustentando que “tudo foi destruído” na sequência dos ataques norte-americanos e israelitas ao Irão.

As declarações de Donald Trump foram feitas durante uma visita oficial à Casa Branca do primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, e surgem após bombardeamentos que visaram estruturas centrais do regime iraniano. Trump afirmou ainda que o “pior cenário possível” para o Irão seria a emergência de um líder “tão mau” quanto o aiatolá Ali Khamenei, que, segundo Washington, morreu nos ataques realizados no sábado.

As palavras do presidente norte-americano surgem na sequência de um ataque a um edifício que funcionava como sede da Assembleia de Especialistas, órgão constitucional responsável pela escolha do líder supremo do Irão, que terá ficado completamente destruído.

Na véspera, o secretário de Estado Marco Rubio tinha afirmado que os Estados Unidos enfrentavam uma ameaça iminente, alegando que Israel se preparava para atacar o Irão e que Teerão estaria pronto para retaliar contra forças norte-americanas. Contudo, Trump contradisse essa versão, sugerindo que poderá ter sido ele a precipitar o início da ofensiva israelita.

“Acho que eles iam atacar primeiro, e eu não queria que isso acontecesse. Então, se for o caso, pode ser que eu tenha forçado a mão de Israel”, declarou o presidente, admitindo ainda que “provavelmente há uma terceira vaga” de ataques direcionados à liderança iraniana.

Mais cedo, Trump tinha escrito nas redes sociais que “as defesas aéreas, a Força Aérea, a Marinha e a liderança [do Irão] desapareceram”, acrescentando que Teerão “quer conversar”, mas que já é “tarde demais” para negociações.

Horas depois, o embaixador da missão iraniana junto das Nações Unidas em Genebra, Ali Bahreini, rejeitou essas afirmações, garantindo que o Irão não mantém contactos com os Estados Unidos, nem para cessar o conflito nem para retomar negociações sobre o programa nuclear. “Temos sérias dúvidas sobre a utilidade de negociações neste momento”, afirmou, acrescentando que “não é o momento de abrir canais de diálogo”.

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A guerra teve início no sábado, quando os Estados Unidos, em coordenação com Israel, lançaram ataques contra o Irão, alegadamente após semanas de negociações falhadas. Desde então, os bombardeamentos terão provocado pelo menos 787 mortos no Irão, segundo o Crescente Vermelho. Em resposta, ataques iranianos causaram a morte de dez pessoas em Israel e de seis militares norte-americanos em bases dos EUA no Médio Oriente.

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