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Movimento intenso de aviões militares norte-americanos nos Açores

A Base das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, mantém um movimento intenso de aeronaves norte-americanas, sobretudo de aviões reabastecedores, desde que Estados Unidos da América e Israel atacaram o Irão, na manhã de sábado

Lusa - Portugal

Na manhã do dia 2 de março, apenas quatro dos 15 aviões de reabastecimento KC-46 Pegasus deixaram a Base Aérea das Lajes, onde se encontravam estacionados há mais de uma semana. No entanto, no domingo, 1 de março, foram efetuadas 13 saídas destas aeronaves, que podem reabastecer aviões militares em voo.

De manhã, descolaram cinco aviões de reabastecimento, regressando ao início da tarde, e ao fim da tarde, oito aviões descolaram em dois grupos, regressando à base à noite.

Embora não haja informações oficiais, estes aviões podem estar a reabastecer aviões militares americanos que viajam entre os Estados Unidos e o Médio Oriente ou vice-versa. Desde 18 de fevereiro, o movimento de aviões americanos na Base Aérea das Lajes intensificou-se.

Para além dos 15 aviões de reabastecimento, passaram pela infraestrutura 12 caças F-16 Viper, um avião de carga militar C-17 Globemaster III e um avião de carga C-5M Super Galaxy, o maior avião de transporte estratégico da Força Aérea dos Estados Unidos.

Na sexta-feira, 27 de fevereiro, véspera do ataque ao Irão, dois aviões de reabastecimento descolaram das Lajes ao início da tarde e regressaram à noite.

No sábado, 28 de fevereiro, cinco aviões de reabastecimento descolaram das Lajes e regressaram à noite. Descolou também um P-8 Poseidon, um avião militar desenvolvido para a Marinha dos Estados Unidos e destinado à guerra antisubmarina, e regressaram à noite.

Alguns aviões C-130, normalmente utilizados para o transporte de tropas e carga, da Força Aérea e da Marinha dos Estados Unidos, também têm passado pela Base Aérea das Lajes.

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Uma semana antes, ainda antes do ataque ao Irão, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, afirmou que o Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos previa “autorizações tácitas”, “dadas num prazo relativamente curto”, para a utilização da Base Aérea das Lajes.

No domingo, 1 de março, o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, afirmou que o Acordo “foi cumprido” e que a importância da região “foi reafirmada” pelo recente ataque ao Irão.

Numa declaração política sem direito a perguntas dos jornalistas, Bolieiro afirmou que “no atual contexto internacional de guerra”, o Governo dos Açores e o Governo da República “mantiveram contactos e trocaram informações” através do primeiro-ministro, do ministro dos Negócios Estrangeiros e do presidente do Executivo açoriano.

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