Segundo as autoridades, o ambiente mais quente e húmido tem facilitado a acumulação de água em recipientes domésticos, situação agravada após o Ano Novo Chinês, período em que muitas famílias colocam flores festivas nas habitações. A água acumulada em jarras, bases de vasos ou baldes pode tornar-se rapidamente local de reprodução de mosquitos, aumentando o risco de transmissão de doenças como dengue e chikungunya em Macau.
Os Serviços de Saúde indicam que as espécies mais comuns na região são o Aedes albopictus e o Culex, com características distintas.
O Aedes albopictus é o principal vetor das chamadas “duas febres”, reproduzindo-se sobretudo em pequenas quantidades de água limpa e parada e picando preferencialmente ao amanhecer e ao entardecer. Já o mosquito Culex prolifera sobretudo em águas poluídas, pica principalmente durante a noite e, embora cause incómodo, não transmite essas doenças.
Perante o risco acrescido, o Governo está a implementar uma estratégia integrada que privilegia a eliminação dos locais de reprodução, complementada por controlo químico.
Desde fevereiro foi reforçada a aplicação de larvicidas em esgotos e outros pontos, passando para duas vezes por mês, e, este mês, cerca de 130 pontos críticos de higiene passam também a ser alvo de controlo químico regular. O período de maior atividade do Aedes albopictus é normalmente a partir de abril.
Apesar disso, as autoridades sublinham que a eliminação química é apenas uma medida complementar e que a ação mais eficaz continua a ser remover as fontes de proliferação.
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Entre as recomendações deixadas aos residentes estão a instalação de redes mosquiteiras, o uso de mosquiteiros ou repelentes, a utilização de roupa comprida durante a noite e, sobretudo, a limpeza regular de recipientes com água parada em casas e locais de trabalho para evitar o desenvolvimento de ovos e larvas.