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20 mil milhões para alavancar inovação científica e alta tecnologia em Macau

O secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, explicou esta sexta-feira, em conferência de imprensa, que o Fundo de Orientação Governamental; para além dos seus "objetivos políticos" - diversificação económica e cooperação industrial com Hengqin - cria "vantagens económicas e financeiras" e "empregos de qualidade"

Paulo Rego

O Governo garante já para este ano 11 mil milhões de patacas – vindos da Reserva Financeira – às quais espera juntar 9 mil milhões vindos do setor privado. No total, 20 mil milhões de patacas para alavancar projetos em áreas com inovação científica e tecnologias de ponta.

Tam Chi Neng, assessor do gabinete de Tai Kin Ip explicou que a estratégia passa por financiar projetos, “no máximo, com 20% a 30%” do capital inicial, privilegiando nessa escolha projetos inovadores com compromisso de investimento por parte dos seus promotores.

Definidos como um fundo “paciente”, os “primeiros cinco anos são considerados período de investimento”, sendo “os dez anos seguintes” o tempo em que o Fundo planeia a sua retirada. O capital nessa altura recuperado, com a venda das ações detidas pelo Fundo, “pode servir para alavancar novos projetos”, explicou Tam, antevendo uma lógica circular de participação contínua em novos projetos.

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O Fundo de Orientação Governamental terá uma estrutura dividida em fundos mães e subfundos; comandados por “gestores experientes e com provas dadas”, que vão agora ser recrutados; explicam os governantes presentes na conferência de imprensa.

No topo da pirâmide está sempre o Chefe do Executivo, e a tutela do Fundo é do secretário para a Economia e Finanças. Contudo, essa equipa de gestores profissionais, em primeira instância,  selecionará projetos, acompanhará o seu desenvolvimento…e proporá ao Governo o tempo da sua retirada, quando entender que está garantida a fase de cruzeiro do projeto e o Fundo já pode monetizar o investimento que fez no início.

Para além da inovação científica e tecnológica exigida por este Fundo, o Governo dará “prioridade a empresas de Macau e à interação que eles promovam entre Macau e Hengin”, assumiu Tai Kin Ip. Embora se possam candidatar empresas da Grande Baía; ou, por exemplo, dos Países da Língua Portuguesa, só podem fazê-lo se estabelecerem sede em Macau e se tiverem equipas de trabalho cá estabelecidas. O Governo assume também aqui a estratégia de atrair capital e know-how estrangeiro.

O Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau, Vong Sin Man, explicou que vários critérios foram seguidos para definir este montante – e não outro. Por um lado, “estou convencido de que vamos angariar bem mais que 9 mil milhões de patacas no setor privado”; por outro, analisados os montantes da Reserva Financeira, as necessidades de diversificar a economia, as sinergias possíveis entre Macau e Hengqin.., entendemos que este montante é nesta fase suficiente”.

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