A sessão foi presidida pelo Secretário para a Segurança e comandante de Acção Conjunta, Chan Tsz King, contando com a presença dos Serviços de Polícia Unitários, dos Serviços de Alfândega e de representantes das 29 entidades que integram a estrutura.
Durante a reunião, o governante destacou que 2025 foi marcado por condições meteorológicas extremas, tendo Macau sido afectado por 14 tempestades tropicais – o maior número desde o início dos registos, em 1968. A proteção civil ativou quatro operações de resposta, incluindo durante a passagem do super tufão “Ragasa”, quando foi emitido o aviso vermelho de storm surge, o nível mais elevado.
Segundo Chan Tsz King, o mecanismo de contingência foi plenamente ativado e permitiu garantir a segurança de residentes e turistas, demonstrando capacidade de coordenação e cooperação entre serviços.
O responsável salientou ainda que, no último ano, o reforço da cooperação de emergência na Grande Baía, o desenvolvimento de operações de salvamento transfronteiriço, exercícios de grande escala e ações de sensibilização pública contribuíram para melhorar a capacidade de prevenção e resposta a desastres e aumentar a consciência da população para situações de emergência.
Para 2026, as autoridades pretendem apostar sobretudo na prevenção, seguindo o princípio de preparação antecipada e otimizando o planeamento estratégico do sistema de segurança pública da RAEM, bem como os mecanismos regionais de cooperação em emergências.
Durante o encontro foram ainda discutidos o exercício “Peixe de Cristal 2026”, a revisão de planos de contingência específicos e estratégias de sensibilização comunitária.
O ano de 2026 coincide com o início do 15.º Plano Quinquenal Nacional, que prevê o aperfeiçoamento do sistema de segurança pública e a transição para um modelo centrado na prevenção de incidentes, com a estrutura de proteção civil a comprometer-se a reforçar a coordenação entre serviços e a salvaguarda da estabilidade social e do bem-estar da população.