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Ragasa deixa feridos, inundações e momentos insólitos

O super tufão Ragasa, o mais forte do ano até agora, passou por Macau na quarta-feira deixando estragos moderados, oito feridos e imagens insólitas, como residentes a apanhar peixes nas ruas alagadas. Após uma manhã e início de tarde marcados por ventos violentos e inundações, o sinal 3 de tempestade só foi içado já à noite. Às 2h da madrugada de ontem, os casinos retomaram operações

Durante várias horas, o Ragasa manteve a cidade em alerta máximo. Apenas às 16h de quarta-feira o sinal 10 foi reduzido para 8, altura em que Macau permanecia praticamente paralisada e as equipas de limpeza começavam a intensificar os trabalhos. O sinal 3 acabaria por ser içado às 23h, permitindo que, três horas depois, os casinos voltassem a abrir.

Classificado como “tufão severo” a partir das 15h, descendo de “super tufão”, Ragasa afastou-se gradualmente ao longo da tarde. Às 19h encontrava-se a 210 quilómetros de Macau, já enfraquecido para a categoria de tufão, deslocando-se a 20 km/h em direção à costa de Guangdong. Apesar da descida de intensidade, o nível de “storm surge” manteve-se elevado durante várias horas, antes de começar a baixar no final da tarde.

A noite de quarta para quinta-feira ficou marcada por aguaceiros frequentes e trovoadas. Para hoje, os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) preveem chuvas por vezes fortes e acompanhadas de trovoadas, embora em diminuição ao longo do dia, com vento de leste a sudeste de força 6 a 7 e rajadas, e céu muito nublado.

Ocorrências e danos registados

Até às 21h de quarta-feira, o Centro de Operações da Proteção Civil tinha registado 252 incidentes. Entre eles, contavam-se 69 casos de queda de árvores e postes de iluminação, 142 situações que exigiram a remoção de objetos em risco de queda, seis ocorrências relacionadas com estaleiros de construção, 23 incêndios e 11 pessoas presas em elevadores. O balanço incluía ainda oito feridos.

Nos centros de emergência geridos pelo Instituto de Ação Social chegaram a estar abrigadas 705 pessoas; às 20h de quarta-feira permaneciam 152.

O fornecimento de energia foi afetado nas zonas baixas da península. A Companhia de Eletricidade de Macau (CEM) cortou preventivamente o serviço em áreas como Porto Interior, Barra, Patane e Praça de Ponte e Horta, retomando o restabelecimento gradual a partir do final da tarde.

As ligações entre Macau e Taipa também ficaram comprometidas. As quatro pontes principais, bem como a Ponte Lótus, permaneceram encerradas durante o sinal 8. A Ponte Governador Nobre de Carvalho chegou a ficar parcialmente submersa.

O Centro Meteorológico Nacional da China classificou Ragasa como a tempestade mais severa registada em todo o mundo em 2025, ao nível do Mangkhut (2018) e do Hato (2017).

O Mangkhut deixou 40 feridos em Macau, em 2018, e provocou graves inundações. Já o Hato, considerado o pior tufão em mais de 50 anos, causou dez mortos e 240 feridos em 2017.

Nas zonas inundadas da Avenida do Almirante Lacerda e do Porto Interior, dezenas de pessoas foram filmadas a apanhar peixes com as mãos, em plena tempestade. Os vídeos circularam nas redes sociais, levando as autoridades a reforçar o apelo para que a população permanecesse em casa.

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