A preocupação acresce com a atividade mais intensa destas doenças em países e regiões vizinhas, o que eleva o risco de casos importados na cidade.
Em conferência de imprensa, as autoridades indicaram que, apesar de os índices de mosquitos entre janeiro e março se manterem relativamente baixos, os valores registados desde fevereiro estão ligeiramente acima dos do mesmo período do ano passado, sinalizando maior atividade do mosquito Aedes albopictus. Como o pico de atividade costuma começar em abril, os Serviços de Saúde admitem um aumento gradual do risco de surtos comunitários.
Entre janeiro e março, foram realizadas 1.919 inspeções a terrenos desocupados, tratadas 393 queixas e aplicadas mais de 190 mil intervenções com larvicida em esgotos. A partir de março, a eliminação química de mosquitos passou a ocorrer pelo menos duas vezes por mês em cerca de 130 pontos críticos da cidade.
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As autoridades apelam ainda aos residentes para adotarem as chamadas “três medidas anti-mosquito”: eliminar águas paradas em casa e no trabalho, impedir a entrada de insetos com redes mosquiteiras ou ar condicionado, e proteger-se de picadas no exterior com roupa adequada e repelente.
Como parte da campanha, vão ser instalados 10 postos comunitários de aconselhamento nos dias 18 e 19 de abril, em vários pontos de Macau e da Taipa, com jogos, distribuição de brindes e exposições interativas sobre prevenção.