Os bancos locais registaram lucros de 7,34 mil milhões de patacas em 2025, um aumento homólogo de 92.7%, de acordo com dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). A responsabilidade por este aumento deveu-se á subida de 8.4% da margem de juros, que atingiu 17,5 mil milhões de patacas, mesmo num contexto de três descidas da taxa de juro de referência ao longo do ano, acompanhando a política da Reserva Federal dos Estados Unidos.
Os empréstimos totais recuaram 0.4% face a dezembro de 2024, fixando-se em 1,02 biliões de patacas, enquanto os depósitos cresceram 9.6%, para 1,39 biliões no final do ano passado. Em dezembro, a massa monetária continuou a expandir-se, com o agregado M2 (que representa todo o dinheiro existente na economia) a aumentar 1.1% em termos mensais, alcançando 841,1 mil milhões de patacas, impulsionado sobretudo pelo crescimento dos depósitos de residentes.
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As estatísticas monetárias mostram que os empréstimos internos ao setor privado caíram 0.8% em dezembro, com reduções nos setores da construção e da hotelaria e restauração, enquanto o crédito ao comércio por grosso e retalho e à indústria transformadora registou aumentos. Em contrapartida, os empréstimos ao exterior cresceram 3.5%, contribuindo para um aumento mensal de 1.4% no volume total de crédito.
Um dos sinais mais positivos foi a descida do crédito malparado, que caiu 11.6% em termos anuais para 49,7 mil milhões de patacas, representando 4.9% do total dos empréstimos – a primeira redução anual desde 2013. Ainda assim, o nível mantém-se acima do limiar de 5% considerado de risco elevado por reguladores europeus, no caso do crédito concedido fora da região.
Apesar da forte recuperação em 2025, os lucros ficaram longe do recorde histórico de 2020, quando a banca de Macau atingiu quase 17 mil milhões de patacas.