O mal-estar intensificou-se após o PIF ter alienado o controlo do Al Hilal ao príncipe saudita Alwaleed Bin Talal Alsaud. Desde então, o clube rival avançou para um investimento significativo no mercado de transferências, reforçando o plantel com o objetivo claro de conquistar o campeonato.
Em contraste, o Al Nassr, que continua sob a alçada do PIF e em processo de venda, permanece sem interessados considerados sólidos e viu limitada a capacidade de contratação. A falta de reforços e a vantagem concedida ao principal concorrente no título contribuíram para agravar a insatisfação de Cristiano Ronaldo.
O capitão da seleção portuguesa estará igualmente incomodado com a perda de influência da atual estrutura diretiva do clube. Simão Coutinho, diretor desportivo, e José Semedo, CEO do Al Nassr, ambos próximos do jogador, terão sido afastados de decisões estratégicas por parte do fundo saudita.
A posição assumida por Ronaldo nas últimas horas terá provocado impacto nos bastidores do futebol saudita e levado o PIF a ponderar uma mudança de rumo, equacionando agora a chegada de dois reforços de peso ao Al Nassr.
Com o fecho do mercado de transferências na Arábia Saudita marcado para esta segunda-feira, 2 de fevereiro, o tempo disponível para eventuais negociações é reduzido. Até ao momento, Cristiano Ronaldo mantém a decisão de não alinhar pela equipa orientada por Jorge Jesus frente ao Al-Riyadh, aguardando-se uma eventual evolução do caso nas próximas horas.