“Está a situação de calamidade.” Foi desta forma que David Neves, presidente da Federação Portuguesa das Associações de Suinicultores (FPAS), descreveu ao DN, esta sexta-feira, 30 de janeiro, em Leiria, o cenário na região e nos concelhos vizinhos após a passagem da depressão Kristin.
O dirigente alerta para a destruição que, em muitos casos, é invisível para quem não conhece o terreno: “Ninguém tem noção do que é que aconteceu nesta zona”.
A situação nas explorações pecuárias é crítica. Sem eletricidade, água ou acesso a rações, os produtores enfrentam o desespero de não conseguir manter os animais vivos. Estão “com os corações devastados, completamente devastados. E isto é gravíssimo”, relatou.
Segundo o presidente da FPAS, as empresas da região ficaram “completamente devastadas”, especialmente nas zonas mais florestais, onde as infraestruturas de suinicultura são predominantes e onde as consequências da tempestade foram “absolutamente catastróficas”.
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