Em Minnesota, o medo se espalha entre brasileiros de diferentes status migratórios. André (nome fictício) vive perto de Minneapolis. Ele diz à Folha que passou 29 dias deste mês trancado no apartamento com a esposa e um primo, evitando qualquer deslocamento que pudesse chamar atenção de agentes federais de imigração.
A tensão não vem de rumores distantes, mas da rotina diária: os relatos são de carros parados por horas em frente aos prédios, agentes circulando pelas ruas e mensagens que se acumulam em grupos de WhatsApp com informações sobre detenções de imigrantes.
Sem inglês fluente nem status migratório regular, André conta que entrou nos Estados Unidos pela fronteira com o México, vive há três anos em Minnesota e trabalha na construção civil. O local de destino foi estratégico; ele buscou o país para tentar prosperar, mas priorizou o Meio-Oeste por ter menos brasileiros.
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