O sistema Volta já ultrapassou a marca das 100 milhões de embalagens devolvidas em Portugal, pouco mais de três meses depois do início da operação nacional. O resultado é apresentado pela entidade gestora como um sinal de adesão crescente dos consumidores a um novo modelo de reciclagem.
Implementado em abril de 2026, o Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) permite aos consumidores recuperar o valor de depósito pago na compra de embalagens de bebidas abrangidas pelo programa. Cada embalagem devolvida representa o regresso de 10 cêntimos ao consumidor.
A meta definida para Portugal é atingir uma taxa de recolha seletiva de 90% até 2029, aproximando o país dos objetivos europeus de economia circular.
Apesar do crescimento rápido, o arranque do Volta não ficou livre de críticas. Um dos principais problemas identificados esteve relacionado com a recolha de embalagens abandonadas no espaço público por pessoas que procuram obter o valor da caução.
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A entidade gestora reconhece que esta fase inicial trouxe desafios, mas argumenta que experiências internacionais mostram que estes fenómenos tendem a reduzir-se à medida que os sistemas amadurecem e os cidadãos se habituam ao novo processo.
Países como Alemanha, Países Baixos ou Irlanda passaram por dificuldades semelhantes durante a implementação de sistemas idênticos, mas acabaram por estabilizar o funcionamento da rede de recolha.
Outra questão levantada foi o destino do dinheiro das embalagens que não são devolvidas. A entidade responsável esclarece que os valores não reclamados não constituem lucro do Estado nem de empresas, sendo reinvestidos na operação, manutenção da rede e melhoria do sistema.
Com 100 milhões de embalagens recolhidas, o Volta entra agora numa nova fase: transformar uma medida ambiental numa rotina diária dos consumidores portugueses.