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Suspeitos de enviar drones para Coreia do Norte trabalhavam em gabinete de ex-líder do Sul

A notícia foi divulgada numa altura em que está a ser levada a cabo uma investigação em Seul em resposta às acusações de Pyongyang sobre a presença de drones na Coreia do Norte, em setembro de 2025 e no início deste ano

Lusa

Dois civis suspeitos de estarem envolvidos nos recentes envios de drones para a Coreia do Norte trabalhavam no gabinete do ex-presidente Yoon Suk-yeol, de acordo com uma investigação publicada hoje pela agência de notícias local Yonhap.

O primeiro suspeito, um homem com cerca de 30 anos, que aparentemente só terá trabalhado no fabrico do drone, foi, durante o Governo de Yoon, supervisor de notícias no gabinete do porta-voz presidencial, de acordo com a agência.

O outro suspeito, igualmente na casa dos 30 e também com trabalho desempenhado no complexo presidencial durante o governo Yoon, afirmou publicamente ter operado os drones, numa entrevista transmitida na sexta-feira pelo canal local Channel A. O suspeito está neste momento a fazer estudos de pós-graduação em jornalismo numa universidade particular em Seul.

Os dois suspeitos estudaram na mesma universidade e fundaram uma empresa de fabrico de drones em 2024, ainda de acordo com a Yonhap.

A investigação não especifica os anos exatos em que trabalharam para Yoon, que iniciou o mandato em maio de 2022 e terminou em abril do ano passado, depois de ter sido destituído em dezembro de 2024.

Yoon Suk-yeol, condenado a cinco anos de prisão por tentar impor a lei marcial e liderar uma rebelião em dezembro de 2024, agora é acusado de abuso de poder e outros crimes relacionados ao suposto lançamento de drones na Coreia do Norte para disseminar propaganda anti-Pyongyang.

O Ministério Público alega que o então presidente ordenou a operação para provocar uma reação do país vizinho e justificar a imposição da lei marcial.

A Coreia do Norte acusou o Sul na ONU, em fevereiro do ano passado, de enviar drones em outubro de 2024 para espalhar propaganda sobre a capital Pyongyang.

O trabalho da Yonhap indica ainda que o primeiro suspeito já foi interrogado na sexta-feira pela equipa de investigação das forças armadas e da polícia sul-coreanas.

O homem terá sido denunciado às autoridades em novembro por pilotar um drone não registado na área de Yeoju, a cerca de 70 quilómetros a sudeste de Seul, sendo que o modelo do aparelho coincidia com o que a Coreia do Norte alega ter abatido na mais recente denúncia.

Em entrevista a um canal local, o segundo suspeito disse que, desde setembro do ano passado, realizou diversos voos sobre a Coreia do Norte e que o objetivo era medir os níveis de radiação e contaminação por metais pesados numa fábrica de urânio perto do rio Ryesong, em território norte-coreano.

A Coreia do Norte denunciou em 10 de janeiro que drones sul-coreanos sobrevoaram o território em setembro do ano passado e novamente em 04 de janeiro deste ano.

O Governo do atual Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, negou que os drones fossem aeronaves militares e iniciou uma investigação esta semana, sem descartar a possibilidade de envolvimento de civis.

A acusação norte-coreana foi uma surpresa, visto que Lee tinha declarado à agência de notícias EFE, em dezembro, que Seul poderia ter de pedir desculpa a Pyongyang pelos supostos voos com drones durante a presidência de Yoon.

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