O ataque ocorreu durante a madrugada e integrou uma vaga mais ampla de bombardeamentos com mísseis e drones, atingindo infraestruturas críticas e zonas urbanas. As autoridades ucranianas confirmaram danos em edifícios residenciais, cortes de energia e vítimas civis, embora o balanço final ainda esteja a ser apurado.
O míssil hipersónico utilizado, conhecido pela sua elevada velocidade e capacidade de manobra, é considerado difícil de intercetar pelos sistemas de defesa aérea convencionais. O recurso a este tipo de armamento é interpretado por analistas como uma mensagem política e militar dirigida tanto à Ucrânia como aos seus aliados ocidentais.
O ataque acontece num momento de elevada tensão diplomática, poucas horas depois de Moscovo ter rejeitado propostas relacionadas com um eventual cessar-fogo e com o envio de forças internacionais de manutenção da paz para território ucraniano.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condenou a ofensiva e apelou a uma resposta firme da comunidade internacional, defendendo que a Rússia deve enfrentar consequências sempre que optar pela escalada militar e pela destruição de infraestruturas civis.
A utilização de mísseis hipersónicos volta a levantar receios de um alargamento do conflito e reforça os alertas de vários países europeus para os riscos de uma guerra prolongada com impacto direto na estabilidade do continente.