O projeto deverá começar com dois navios e poderá ser alargado a uma frota de 20 a 25 embarcações. O anúncio foi feito na residência de Trump em Mar-a-Lago, na Florida, onde foram apresentados conceitos do primeiro navio da classe, o USS Defiant.
De acordo com o secretário da Marinha, John Phelan, os novos navios terão um papel dissuasor central e estarão equipados com armamento avançado, incluindo armas hipersónicas, lasers de alta potência e mísseis de cruzeiro lançados do mar, alguns com capacidade nuclear.
A escolha do nome “Trump-class” rompe com a tradição de batizar navios deste tipo com nomes de estados norte-americanos e gerou críticas de opositores, que acusam o Presidente de promover a sua própria imagem, num contexto em que outras instituições públicas foram recentemente rebatizadas com o seu nome.
Historicamente, os couraçados tiveram um papel central durante a Segunda Guerra Mundial, mas perderam relevância nas décadas seguintes, sendo substituídos por porta-aviões e sistemas de mísseis de longo alcance. A Marinha dos EUA desativou os seus últimos couraçados na década de 1990.
O anúncio contrasta com a prática habitual de homenagear ex-presidentes através da atribuição dos seus nomes a porta-aviões. Ainda este ano, a Marinha anunciou que dois futuros porta-aviões se chamarão USS William J. Clinton e USS George W. Bush.