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Comissão Europeia prepara uso de ativos russos congelados para financiar a Ucrânia

A União Europeia aprovou uma proposta da Comissão Europeia para mobilizar até 90 mil milhões de euros através de ativos russos congelados, com o objetivo de sustentar a Ucrânia nos próximos dois anos. O plano prevê usar fundos estatais russos imobilizados desde 2022 como garantia para o financiamento. A Ucrânia reembolsaria esse crédito apenas se a Rússia aceitar pagar indemnizações pela guerra.

Vários Estados membros manifestaram apoio à medida, considerando-a a opção mais viável e realista para responder às crescentes necessidades económicas e militares de Kiev. A proposta enfrenta resistência de países que detêm a maior parte dos ativos, por temerem consequências jurídicas e financeiras caso a Rússia venha a recuperar os bens.

As discussões sobre o plano intensificam-se com vista à cimeira da UE marcada para 18 de dezembro, onde os líderes europeus deverão decidir se implementam o empréstimo de reparação ou se recorrem a um financiamento tradicional. A medida poderia ser implementada já no primeiro semestre de 2026, oferecendo à Ucrânia um alívio financeiro imediato e reforçando a pressão sobre Moscovo.

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