O fogo deflagrou na tarde de 26 de novembro de 2025 e alastrou-se rapidamente por sete das oito torres do conjunto, que estava em obras de renovação e envolvido por andaimes e malhas plásticas inflamáveis, fatores que, segundo os peritos, aceleraram a propagação das chamas. As operações de combate e salvamento mobilizaram milhares de agentes e só terminaram oficialmente no dia 28 de novembro.
Além do aumento do número de mortos, autoridades mantêm centenas de pessoas ainda sem contacto ou não localizadas: estimativas oficiais indicam que cerca de 100–150 pessoas permanecem a aguardar confirmação sobre o seu paradeiro enquanto decorrem as buscas e a identificação das vítimas.
A investigação já levou à detenção de múltiplos responsáveis ligados às obras de renovação, incluindo diretores e subcontratantes, sob suspeita de negligência grave, uso de materiais não conformes e possíveis irregularidades na contratação e fiscalização dos trabalhos. As autoridades anunciaram também a suspensão de projectos da empresa implicada enquanto prossegue o inquérito.
No plano social, milhares de residentes foram deslocados e centenas encontram-se em abrigos temporários, assistidos por ONG e serviços sociais. O governo aprovou medidas de apoio imediato e prometeu uma auditoria ampla às normas de segurança em projectos de renovação de prédios residenciais, incluindo uma revisão do uso de materiais e do quadro de fiscalização.
A tragédia provocou uma onda de comoção pública e protestos por maior responsabilização. Membros da comunidade pedem uma investigação independente e mudanças legislativas que evitem repetir um desastre desta dimensão em edifícios densamente habitados. Enquanto isso, as equipas de identificação forense e os serviços sociais enfrentam um trabalho prolongado para apurar nomes, causas das mortes e as responsabilidades legais.