Segundo as autoridades locais, o incêndio terá começado por volta das 14:51 hora de Hong Kong (06:51 GMT) e rapidamente se propagou pelas estruturas externas dos edifícios, atingindo andaimes de bambu instalados no exterior. O alerta foi elevado a “alarme 4”, o segundo mais grave da escala utilizada pela Hong Kong Fire Services Department, às 15:34.
O fogo consumiu várias torres de 31 andares do conjunto habitacional, composto por oito blocos e cerca de 2.000 unidades residenciais, gerando uma intensa coluna de fumo, cenas dramáticas de chamas visíveis a grande distância e lançando detritos no exterior.
Doze pessoas, incluindo um bombeiro, morreram e pelo menos outras 16 ficaram gravemente feridas num incêndio que devastou o bairro de Tai Po, em Hong Kong. As chamas consumiram os andaimes de bambu que se estendiam por todos os oito blocos de um bairro social, deixando vários outros moradores encurralados no interior dos edifícios.
Fontes locais reportaram que entre os mortos poderá estar um profissional dos bombeiros, embora esse dado ainda não tenha sido confirmado oficialmente.
As autoridades competentes já iniciaram uma investigação para determinar as causas do incêndio. Para já, o uso de andaimes de bambu — tradicional em Hong Kong mas conhecido pelo risco elevado em caso de fogo — está a ser apontado como fator que agravou a propagação das chamas.
O incêndio causou graves perturbações no tráfego: uma secção da via rodoviária principal do distrito foi temporariamente encerrada, forçando o desvio de várias carreiras de autocarro.
Este trágico episódio reacende o debate em torno da segurança dos edifícios residenciais em Hong Kong — nomeadamente quanto à utilização de estruturas externas inflamáveis e à necessidade de actualizar normas de segurança e fiscalização em projectos de renovação e construção urbana.
As equipas de resgate mantêm-se no local, com esforços concentrados em localizar possíveis sobreviventes e garantir a evacuação total dos prédios afetados. Paralelamente, as autoridades apelam à calma da população e recomendam que evitem a área para facilitar o trabalho de emergência.