Breve história dos apuramentos de Portugal para os Mundiais
1966 – Inglaterra
Portugal fez a sua estreia numa fase final de Mundial em 1966, e logo com brilhantismo: terminou em terceiro lugar, graças a uma geração liderada por Eusébio, que brilhou na prova.
1986 – México
Após décadas de ausência, a “Seleção das Quinas” regressou ao Mundial em 1986, mas ficou-se pela fase de grupos.
2002 – Coreia do Sul / Japão
O apuramento voltou a surgir no século XXI, mas mais uma vez a caminhada parou na fase de grupos.
2006 – Alemanha
Um dos momentos altos da história: Portugal atingiu as meias-finais e acabou em quarto lugar, com uma equipa sólida e ambiciosa.
2010 – África do Sul
Portugal passou da fase de grupos para os oitavos-de-final, mas não conseguiu ir mais além.
2014 – Brasil
Um Mundial difícil: a seleção foi eliminada na fase de grupos, sem conseguir ultrapassar adversários diretos.
2018 – Rússia
Nova qualificação, nova eliminação nos oitavos-de-final.
2022 – Qatar
O mais recente Mundial contou com a presença portuguesa, e a equipa chegou aos quartos-de-final.
Até agora, Portugal marcou presença em oito Mundiais (1966, 1986, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022).
O apuramento para o Mundial de 2026
- No apuramento para 2026, Portugal está no Grupo F, juntamente com a Hungria, a República da Irlanda e a Arménia.
- A seleção lusa tem sido apontada como uma das favoritas a garantir a qualificação direta para o Mundial.
- No jogo mais recente, frente à Irlanda, a expulsão de Cristiano Ronaldo complicou ainda mais o cenário.
- A derrota na Irlanda (2-0) adiou a confirmação do apuramento, e hoje é um dia decisivo para selar o passaporte para a fase final.
- Se Portugal vencer hoje, assegura uma das vagas diretas.
Cenários possíveis para o apuramento
Com a fase de grupos a aproximar-se do fim, a posição de Portugal permite desenhar três cenários principais:
- Vitória hoje → Apuramento. Um triunfo coloca Portugal acima da linha necessária para garantir uma vaga direta, dependendo do desfecho do outro jogo do grupo. Mesmo que os rivais diretos pontuem, a diferença de golos trabalhada ao longo da qualificação dá vantagem sólida à equipa nacional.
- Empate → Decisão adiada. Um empate mantém Portugal em boa posição, mas obriga a ganhar pontos no último jogo. Neste cenário, qualquer deslize dos adversários diretos pode facilitar o caminho, mas aumenta a pressão sobre a equipa de Roberto Martínez.
- Derrota → Risco real de play-off. Uma derrota pode empurrar Portugal para a rota do play-off europeu. Não seria inédito, mas obrigaria a dois jogos de alta tensão e deixaria a equipa dependente de sorteios, forma momentânea e disponibilidade física dos jogadores num calendário já saturado.
Impacto táctico da ausência de Cristiano Ronaldo
A suspensão de Ronaldo levanta um duplo problema:
Menos presença finalizadora.
Portugal perde o seu avançado mais eficaz em jogos de qualificação, alguém que costuma desbloquear partidas fechadas. Sem ele, aumenta a necessidade de fluidez colectiva e movimentos interiores dos extremos.
Ajustes na pressão e construção.
Com Ronaldo fora, Martínez tende a apostar num bloco mais móvel, com um avançado mais participativo na pressão (como Diogo Jota, Gonçalo Ramos ou até João Félix em sistemas híbridos). Isto pode dar à equipa maior dinamismo entre linhas, mas reduz o “pavor” que Ronaldo impõe às defesas contrárias.
Quem pode assumir protagonismo
Vários jogadores ganham espaço para assumir responsabilidade:
- Bruno Fernandes, como cérebro criativo, terá maior carga organizativa.
- Bernardo Silva pode beneficiar de maior liberdade entre linhas.
- Rafael Leão pode ser decisivo em transição, sobretudo se Portugal optar por explorar profundidade.