De acordo com um comunicado do Gabinete do Secretário para os Transportes e Obras Públicas, esta assenta em três pilares: diversificação de fontes, promoção da eficiência e investimento em infraestruturas.
O volume de água bruta fornecida à região em 2024 atingiu 105 milhões de m³ (aumento de 83 por cento face a 1999), o que “pressiona o sistema e exige medidas urgentes”, como o desenvolvimento de fontes não convencionais, com destaque para a água reciclada.
A aposta na água reciclada materializa-se com a Estação de Coloane Fase I, com conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2026 e capacidade diária de 2.500 m³. Esta vai abastecer principalmente as habitações públicas de Seac Pai Van e a Universidade de Macau para usos não potáveis.
Para consolidar esta transição, o Governo definiu metas: 5 por cento do consumo total proveniente de água reciclada a médio prazo e mais de 10 por cento a longo prazo, apoiadas por campanhas de sensibilização e formação técnica especializada.
O planeamento inclui a Estação de Coloane Fase II e a Estação da Ilha Artificial, com redes já a serem instaladas na Zona A dos Novos Aterros.
As zonas antigas da cidade, reconhece o Executivo, permanecem “sem condições para esta infraestrutura devido a limitações de espaço”.