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Rita Santos anuncia saída de lista candidata a eleições da Assembleia Legislativa

Rita Santos anunciou num vídeo publicado hoje na sua página no Facebook que não fará parte da lista eleitoral da Nova Esperança, apoiada pela Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) e liderada pelo atual deputado José Pereira Coutinho

Nelson Moura

“Após profunda ponderação, venho comunicar a minha decisão de não apresentar candidatura às próximas eleições legislativas da Região Administrativa Especial de Macau. Esta deliberação fundamenta-se na minha vontade de conferir prioridade ao convívio familiar, nomeadamente no que concerne a acompanhar o crescimento do meu neto e a sua participação nas mais diversas atividades”, Santos indica na publicação.

“Entendo que o exercício da participação política deve nortear-se por um profundo sentido de responsabilidade e pela capacidade de prestar um contributo significativo e adequado. Não obstante, na presente fase da minha vida, considero imperativo dedicar o meu tempo e atenção aos que me são mais próximos, constituindo esta uma necessidade fundamental para o meu bem-estar pessoal e para o fortalecimento dos laços familiares.”

O partido entregou a sua candidatura oficial no edifício da Administração Pública na Rua do Campo às 15:00 de hoje, com Santos a publicar o vídeo pouco antes da conferência de imprensa agendada.

Em agosto do ano passado, a ATFPM havia anunciado que Rita Santos – Presidente do Conselho da associação – faria parte da lista, sem indicar em que posição. Dois meses depois, Santos suspendeu o seu mandato como conselheira do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas para a Ásia e Oceânia, afirmando estar a preparar-se para as eleições legislativas deste ano.

O anúncio da suspensão ocorreu poucos dias após o Ministério Público de Macau emitir uma declaração a afirmar ter recebido um pedido de cooperação judicial do órgão judicial da República Portuguesa, “relativo a um caso criminal relacionado às eleições para a Assembleia da República em Portugal, que envolve um indivíduo que alegadamente cometeu um crime contra a Lei Eleitoral de Portugal em Macau”.

A declaração foi emitida após a imprensa local ter questionado ao Ministério Público local se Rita Santos havia sido interrogada a pedido da contraparte portuguesa.

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