“Após profunda ponderação, venho comunicar a minha decisão de não apresentar candidatura às próximas eleições legislativas da Região Administrativa Especial de Macau. Esta deliberação fundamenta-se na minha vontade de conferir prioridade ao convívio familiar, nomeadamente no que concerne a acompanhar o crescimento do meu neto e a sua participação nas mais diversas atividades”, Santos indica na publicação.
“Entendo que o exercício da participação política deve nortear-se por um profundo sentido de responsabilidade e pela capacidade de prestar um contributo significativo e adequado. Não obstante, na presente fase da minha vida, considero imperativo dedicar o meu tempo e atenção aos que me são mais próximos, constituindo esta uma necessidade fundamental para o meu bem-estar pessoal e para o fortalecimento dos laços familiares.”
O partido entregou a sua candidatura oficial no edifício da Administração Pública na Rua do Campo às 15:00 de hoje, com Santos a publicar o vídeo pouco antes da conferência de imprensa agendada.
Em agosto do ano passado, a ATFPM havia anunciado que Rita Santos – Presidente do Conselho da associação – faria parte da lista, sem indicar em que posição. Dois meses depois, Santos suspendeu o seu mandato como conselheira do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas para a Ásia e Oceânia, afirmando estar a preparar-se para as eleições legislativas deste ano.
O anúncio da suspensão ocorreu poucos dias após o Ministério Público de Macau emitir uma declaração a afirmar ter recebido um pedido de cooperação judicial do órgão judicial da República Portuguesa, “relativo a um caso criminal relacionado às eleições para a Assembleia da República em Portugal, que envolve um indivíduo que alegadamente cometeu um crime contra a Lei Eleitoral de Portugal em Macau”.
A declaração foi emitida após a imprensa local ter questionado ao Ministério Público local se Rita Santos havia sido interrogada a pedido da contraparte portuguesa.