Na Gare Marítima de Alcântara, o antigo chefe do Estado-Maior da Armada e ex-coordenador da task force da vacinação contra a covid-19 começou por alertar que o mundo mudou muito nos “últimos três anos”, tempo durante o qual ponderou a candidatura e sentiu “um crescente apelo” para avançar.
“O mundo mudou muito, vêm-se nuvens carregadas de incertezas e de perigo no horizonte. A guerra voltou ao coração da Europa, destruindo a ilusão de uma paz garantida. O ocidente vacila-se, desorienta-se, perde rumo. OS EUA já não garantam segurança, lançam incertezas, a força tenta impor-se à razão. A economia global está a retrair-se e com ela esmoreceu a esperança. As democracias são atacadas por fora e corroídas por dentro. Portugal não está imune, nem isolado numa redoma protetora. São claros os sinais de cansaço, desânimo e desencanto na nossa jovem democracia. E é por tudo isto que aqui estou”, afirmou perante uma plateia de 400 convidados.
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