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Racionalidade, objetividade e pragmatismo vencem em Genebra

Editorial do China Daily

As respostas positivas vindas de várias partes do mundo ao “progresso substancial” alcançado pela China e pelos Estados Unidos na melhoria das suas tensas relações económicas demonstram bem a importância global do desenvolvimento saudável das relações entre as duas maiores economias do mundo.

Segundo o comunicado conjunto divulgado na segunda-feira, após o encontro das duas delegações comerciais em Genebra, os dois países reconhecem a importância de uma relação económica e comercial sustentável, de longo prazo e mutuamente benéfica, partilhando a convicção de que as conversações em curso têm potencial para abordar as preocupações económicas e comerciais de cada lado.

Desde que consigam implementar o acordo para continuar a avançar nesse trabalho com espírito de abertura mútua, comunicação contínua, cooperação e respeito mútuo, não há razão para que não consigam recolocar as suas relações comerciais e económicas no caminho certo. Ao fazê-lo, podem servir de exemplo ao mundo sobre como resolver disputas comerciais e divergências através do diálogo e da negociação em boa-fé.

O vice-primeiro-ministro He Lifeng, que liderou a delegação chinesa, afirmou que as conversações em Genebra foram “francas, profundas e construtivas”. O seu homólogo norte-americano, Scott Bessent, descreveu-as como “produtivas e construtivas”. Isto indica que não só as duas partes ficaram alinhadas após as discussões, como também existe uma base sólida e um impulso positivo para o aprofundamento do diálogo, com a criação de um mecanismo de consulta económica e comercial para dar seguimento aos temas abordados.

Como mostra o comunicado conjunto, o encontro — que conseguiu um avanço significativo na redução das tarifas comerciais entre os dois países — revelou-se mais frutífero e promissor do que o inicialmente previsto.

É agora essencial que aproveitem o consenso alcançado e o novo mecanismo de consultas para estreitar ainda mais as suas divergências.

Conforme afirmou o Ministério do Comércio da China, as medidas delineadas no comunicado conjunto estão alinhadas com as expectativas de produtores e consumidores de ambos os países, servindo os interesses nacionais e os interesses comuns da economia global.

As equipas económicas e comerciais de ambos os lados ainda têm muito trabalho pela frente. Devem começar por restaurar o comércio bilateral e, em seguida, avançar para questões mais abrangentes. A China espera que os Estados Unidos construam sobre os resultados alcançados em Genebra e continuem a trabalhar em conjunto para reforçar a cooperação mutuamente benéfica, manter o desenvolvimento saudável, estável e sustentável das relações económicas e comerciais sino-americanas e, assim, injetar mais estabilidade e previsibilidade na economia global.

Ambos devem trabalhar para expandir as oportunidades de cooperação e promover novas vias de desenvolvimento nas relações económicas e comerciais. Há grande margem de colaboração nos sectores da indústria transformadora, das tecnologias emergentes, entre outros. Contudo, o desbloqueio deste potencial depende da forma como os Estados Unidos encaram a cooperação, o desenvolvimento da China e a natureza da colaboração bilateral.

A posição firme da China desde que os EUA iniciaram a guerra tarifária, em 2018, deixa claro que o País não irá abdicar dos seus princípios nem da justiça internacional para alcançar um acordo.

Os resultados obtidos em Genebra foram difíceis de alcançar e beneficiam tanto a China como os Estados Unidos, além da economia global. Mostram que ambos compreendem melhor as preocupações uma da outra. Por isso, devem valorizar os avanços já feitos e enriquecer os futuros diálogos com base na igualdade e no respeito mútuo.

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