Ainda de acordo com o mesmo analista, as concessionárias de Jogo têm agora menos despesas com pessoal, mas maiores despesas de reinvestimento, associados aos seus compromissos de investimento em melhorias das suas propriedades e em elementos não-jogo, que incluem espetáculos, exposições e restauração. O valor total do investimento prometido pelas seis operadoras para o período de dez anos das concessões atuais ascende a 140,6 mil milhões de patacas.
Apesar de as concessionárias de Jogo operarem hoje mais 12% de quartos de hotel do que há cinco anos — totalizando 29.584 unidades —, os gastos no segmento de massas ainda não compensaram totalmente o declínio do segmento VIP. A Morgan Stanley estima que as receitas operacionais das concessionárias atinjam este ano 7,99 mil milhões de dólares, valor ainda inferior ao de 2019.
Os dados mostram também um aumento nas despesas operacionais totais. No quarto trimestre de 2024, estas atingiram 22,1 milhões de dólares, comparando com 19,6 milhões no mesmo período de 2019 — um aumento de 13%.
Após a pandemia, falou-se muito sobre a necessidade de as operadoras serem mais eficientes nos seus custos, antecipando-se um cenário com mais visitantes, mas menor despesa média por visitante
Praveen Choudary, Diretor geral da Morgan Stanley
Apesar da tendência de redução, a Sands China mantém-se como a maior empregadora do setor, com 27.064 trabalhadores, uma quebra de 6% face a 2019. Segue-se a Galaxy, com 21.100 trabalhadores (-5%). A SJM apresentou uma ligeira redução de 1%, passando de 20.700 para 20.400 empregados.
A Melco registou uma queda de 11%, de 16.245 para 14.524, enquanto a Wynn Macau sofreu a redução mais acentuada: menos 16%, descendo de 13.674 para 11.500 trabalhadores.
A exceção à tendência geral foi a MGM China, que aumentou a sua força de trabalho em 20%, passando de 11.092 para 13.327 trabalhadores. Contudo, também foi a concessionária com o maior aumento nas despesas operacionais — 61% acima do registado em 2019.