“Chegou o momento de este povo usufruir de estabilidade e de calma, de ser cuidado e de saber que o seu Governo está aqui para lhe prestar os serviços de que necessita”, afirmou o novo governante sírio.
Mohammad al-Bashir foi nomeado para o cargo pelos rebeldes islamitas que derrubaram o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, no poder havia 24 anos, numa ofensiva de 12 dias.
Na segunda-feira, Ibrahim al-Hadid, o secretário-geral do partido sírio Baath, que era liderado por Al-Assad, garantiu que vai “apoiar uma fase de transição na Síria, visando defender a unidade do país”.
O HTS, após a tomada de poder na Síria, lançou vários comunicados nos quais prometeu tolerância em relação aos seguidores de diferentes igrejas e confissões no país, e advertiu os membros de que devem evitar maus-tratos ou agressões aos civis.
O líder da coligação rebelde que derrubou o regime do presidente da Síria Bashar al-Assad garantiu que vai perseguir “criminosos de guerra” e prometeu anunciar em breve uma lista de alvos.
Não hesitaremos em responsabilizar os criminosos, assassinos, agentes de segurança e militares envolvidos na tortura do povo sírio”, disse Ahmad al-Chareh, mais conhecido pela alcunha de guerra, Abu Mohammed al-Jolani.
“Perseguiremos os criminosos de guerra e exigiremos [a extradição] aos países para onde fugiram, para que recebam a justa punição”, disse Al-Chareh, num comunicado divulgado nas rede sociais.
O presidente sírio Bashar al-Assad, que esteve no poder 24 anos, deixou o país perante a ofensiva rebelde e exilou-se na Rússia, de acordo com as agências de notícias russas TASS e Ria Novost.
“Vamos anunciar uma primeira lista que inclui os nomes dos principais envolvidos na tortura do povo sírio”, disse o líder do grupo islâmico Organização de Libertação do Levante (Hayat Tahrir al Sham ou HTS).

Na segunda-feira, Ibrahim al-Hadid, o secretário-geral do partido sírio Baath, que era liderado por Al-Assad, garantiu que vai “apoiar uma fase de transição na Síria, visando defender a unidade do país”.
Al-Chareh indicou que serão oferecidas “recompensas a quem fornecer informações sobre altos funcionários militares e de segurança envolvidos em crimes de guerra”.
“Afirmámos o nosso compromisso de tolerar aqueles que não têm as mãos manchadas com o sangue do povo sírio e concedemos amnistia aos que estavam em serviço obrigatório”, referiu o comunicado. “O sangue dos mártires inocentes e os direitos dos detidos são uma confiança que não permitiremos que seja desperdiçada ou esquecida”, concluiu.
Plataforma com Lusa