Antes do retorno dos turistas de todo o mundo à obra-prima da arte gótica, canais de televisão franceses e internacionais transmitirão a visita de Macron, revelando o interior restaurado.
“Ainda mais bela que antes, com o brilho redescoberto do louro das pedras e da cor das capelas”, escreveu o líder de centro-direita em um documento enviado à imprensa.
O trabalho de restauração possibilitou a limpeza da sujeira acumulada ao longo de décadas e a pureza “imaculada” do edifício católico, que, de acordo com a equipe da presidência, está “deslumbrante como nunca”.
Até esta sexta-feira, apenas imagens não verificadas haviam circulado na rede social X, republicadas inclusive pelo proprietário bilionário da plataforma, Elon Musk.
A presidência francesa não poupou elogios para apresentar a visita: “brilho”, “fascinação”, vista “impactante”, “fogos de artifício coloridos”, etc.
E prometeu um espetáculo avassalador e um contraste impressionante com a “abóboda aberta”, o “lixo carbonizado” e o cheiro “insuportável” que Macron observou na noite do incêndio, em 15 de abril de 2019.
As chamas devastaram o telhado e a estrutura da catedral, um dos monumentos mais visitados da Europa. Sua icônica agulha, construída por Viollet-le-Duc no século XIX, desabou e foi reconstruída de forma idêntica.
– Doações –
O incêndio, que não teve as causas identificadas, chocou o mundo.
Macron prometeu reabrir o local em cinco anos, o que gerou certo ceticismo na época.
Agora, ele apresenta a reabertura como o ponto culminante de um ano de “orgulho francês”, após o sucesso dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris-2024, e em um momento em que ele está politicamente enfraquecido.
A visita de sexta-feira permitirá a observação de todos os detalhes, da esplanada até a estrutura do telhado.
As 2.000 pessoas que contribuíram para a restauração foram convidadas para a visita, que será conduzida pelo presidente, sua esposa, Brigitte Macron, e o arcebispo de Paris, Laurent Ulrich. Espera-se a presença de pelo menos 1.300 pessoas.
“Esta última visita às obras é uma oportunidade de agradecer aos que trabalharam nela, dos carpinteiros aos pedreiros, dos arquitetos aos arqueólogos”, disse Macron.
O presidente também prestará homenagem aos mecenas, já que o projeto custou cerca de 700 milhões de euros (US$ 740 milhões ou 4,4 bilhões de reais, de acordo com as taxas de câmbio atuais) e foi financiado exclusivamente por doações.
O público ainda deve esperar pouco mais de uma semana para visitar a catedral. As cerimônias religiosas e laicas de reabertura estão previstas para 7 e 8 de dezembro, antes da abertura das portas para o mundo.
A França convidou diversos líderes estrangeiros, mas ainda não é possível saber quem comparecerá às cerimônias. O papa Francisco já anunciou que não estará presente.