Em Macau, a queda em janeiro deveu-se, sobretudo, a uma queda de 3% nos preços do entretenimento e cultura, uma descida de 1,8% no custo dos transportes e um decréscimo de 0,9% no preço das bebidas alcoólicas e tabaco, indicou em comunicado a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) da região chinesa.
Em dezembro, o IPC em Macau tinha aumentado 0,27% em termos mensais, o valor mais elevado desde janeiro de 2020, antes do início da pandemia de covid-19.
A China continental, de longe o maior parceiro comercial de Macau, registou em janeiro o quarto mês consecutivo de deflação, uma descida do IPC em termos anuais.
O fenómeno reflete debilidade no consumo doméstico e investimento e é particularmente gravoso, já que uma queda no preço dos ativos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias.
Macau registou deflação durante 10 meses consecutivos, entre setembro de 2020 e junho de 2021, no pico da crise económica causada pela pandemia.
Em termos anuais, o PIC do território aumentou 1,01% em janeiro, menos 0,31 pontos percentuais do que em dezembro, mês em que a inflação homóloga atingiu o valor mais elevado desde abril de 2020.
De acordo com os dados da DSEC, a principal razão para a desaceleração foi uma diminuição de 27,7% no preço dos bilhetes de avião, depois de Macau ter reaberto as fronteiras a 08 de janeiro de 2023, após quase três anos de rigorosas restrições devido à política ‘zero covid’.
O preço da carne de porco, a mais popular entre os consumidores chineses, decresceu 6,4% em termos anuais em janeiro.
Pelo contrário, o preço das refeições adquiridas fora de casa subiu 3,4%, o custo do vestuário e calçado aumentou 5,7% e os gastos das famílias do território com saúde e com propinas do ensino superior cresceram 3,6% e 8,5%, respetivamente.