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Nível de licenciados acima da média mundial

Quase metade da população ativa residente de Macau tem ensino superior, estando acima do padrão internacional. A despesa por estudante em 2020 seria a segunda maior do ranking da OCDE, apenas atrás do Luxemburgo

Guilherme Rego

Praticamente metade dos residentes no ativo em Macau têm ensino superior, segundo os dados mais recentes da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). A percentagem de residentes sem ensino superior no mercado laboral é ligeiramente mais alta (50,7 por cento) – 9,6 por cento com ensino primário e 24,2 por cento com ensino secundário geral ou complementar.

Adicionando a esta equação a população estrangeira em Macau, a percentagem de mão de obra com ensino superior desce para 45 por cento, o que significa que grande parte da força laboral estrangeira não é qualificada.

Não deixam de ser números altamente positivos, considerando que Macau está acima do padrão internacional de 2022 (41 por cento), segundo a UNESCO. A nível nacional também está acima da média, já que em 2022 só 36,6 por cento da população ativa na China tinha ensino superior. Na região vizinha de Hong Kong, a média no 3.º trimestre de 2023 situava-se em 34,5 por cento, ainda mais abaixo.

Para se ter melhor noção, num ranking com 42 países composto pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) – a grande maioria desenvolvidos – Macau ocuparia o 15.º posto, acima de países como Portugal e Israel (47 por cento), ou Alemanha (36 por cento). Na Ásia, perde apenas para a Coreia do Sul (primeiro lugar com 66 por cento) e Japão (terceiro lugar com 65 por cento). Salienta-se, porém, que os dados mais atualizados são de 2021, podendo o panorama internacional ter mudado entretanto. Destaque negativo para o Brasil, país lusófono que figura nessa lista e está bem abaixo da média (23 por cento).

Forte investimento

Os dados francamente positivos dizem muito sobre aquilo que é o desenvolvimento socioeconómico de uma região. E, normalmente, não acontecem por acaso: os que estão no topo da tabela, tendem a gastar mais com a educação.

Nessa vertente, Macau também se destaca pela positiva: segundo a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEDJ), o investimento na educação em 2020 passou a ser 6,9 por cento do Produto Interno Bruto da região. Essa proporção é acima da média mundial, que de acordo com o Banco Mundial, foi de 4,2 por cento no mesmo ano.

As despesas públicas com a educação chegaram a 12,3 por cento do Orçamento Geral em 2020. Olhando para o total das despesas públicas do Governo da RAEM nesse ano, que ultrapassaram 99.5 mil milhões de patacas, segundo a DSEDJ, o setor educativo recebeu 12.4 mil milhões, sendo que 4.45 mil milhões (4,5 por cento) foram para o ensino superior e 7.8 mil milhões (7,8 por cento) foram para o ensino não superior.

O número de estudantes nesse ano letivo atingiu os 121.969, o que significa um gasto por estudante de sensivelmente 816 mil patacas, ou 101.5 mil dólares americanos. O país que mais gastou de acordo com o ranking da OCDE foi o Luxemburgo, com 103 mil dólares americanos por estudante. Depois do Luxemburgo, o mais próximo foi os Estados Unidos, com 66.577 dólares por estudante. Significa isto que Macau, em 2020, estaria no segundo posto desse ranking. Portugal, por exemplo, gastou apenas 32.802 dólares por estudante.

Igualdade de género

Contabilizando a mão de obra total, incluindo não residentes, a maioria é do sexo feminino (52 por cento). O seu domínio consolida-se se olharmos para os trabalhadores com ensino superior, subindo um ponto (53 por cento é do sexo feminino e 47 por cento do sexo masculino). Significa isto que as mulheres em Macau aderem mais ao ensino superior que os homens, não só em número, mas também em proporção.

Desemprego

Neste momento, há 8.500 pessoas à procura de emprego em Macau, sendo que 7.500 estão à procura de um novo, e cerca de 1.000 procuram o seu primeiro emprego.

A grande maioria dos desempregados trabalhavam anteriormente na indústria do jogo (1.500), hotéis, restaurantes e similares (1.200) e comércio a retalho (1.100). Aqueles à procura do primeiro emprego pretendem ingressar maioritariamente no setor da saúde e ação social (400) e jogo (200).

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