Governo português deu carta branca a CEO da TAP demitida

por Gonçalo Lopes

Há quase um mês que Christine Ourmières-Widener lidera a TAP sem qualquer instrução do governo ou limitação de funções. A ainda presidente executiva, que teve conhecimento da sua exoneração a 6 de fevereiro, acusa o executivo de “a manter integralmente em funções, sem sequer lhe ter dado qualquer orientação sobre o que deveria, ou não, fazer”.

No contraditório apresentado à Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), a que o DN/Dinheiro Vivo teve acesso, a gestora garante que não irá assumir qualquer responsabilidade que possa advir da sua gestão neste período. A presidente executiva da empresa pública, que deverá deixar o cargo nos próximos dias, alega que solicitou “orientações” aos ministros das Infraestruturas e das Finanças, mas nem João Galamba nem Fernando Medina responderam ao email enviado no dia 13 de março.

Nessa comunicação, detalhada no documento entregue à DGTF, Christine Ourmières-Widener refere que é seu dever informar as tutelas de que “março é um período crítico para as companhias aéreas” e que este, em particular, “é ainda mais desafiante para a equipa do executivo destabilizada” pelas demissões da CEO e do presidente do conselho de administração, Manuel Beja.

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