A secretária executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria de Fátima Jardim, afirmou hoje (19) que a decisão sobre a próxima presidência da organização lusófona terá de ser tomada pelos Chefes de Estado.
Na cimeira de Bissau, em 2025, os Chefes de Estado e de Governo não chegaram a consenso sobre a atribuição da próxima presidência da organização lusófona, com uns a apoiarem a Guiné Equatorial e outros o Brasil.
“Há questões de política que naturalmente têm de subir aos órgãos de decisão suprema que são os chefes de Estado”, afirmou Maria de Fátima Jardim, quando questionada sobre o assunto na conferência de imprensa no final da 31.ª reunião ordinária do Conselho de Ministros da organização, que decorreu em Díli.
“Nós temos nos chefes de Estado o que une o nosso consenso máximo. Portanto, os Chefes de Estado dos nossos países irão apreciar ao longo deste período em que estamos a preparar a nossa visão, estamos a preparar um novo quadro estratégico, o lugar e também a próxima presidência”, salientou Maria de Fátima Jardim, considerando que sempre que os “Chefes de Estado decidiram, decidiram bem”.
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No comunicado final não consta onde será realizada a próxima reunião do Conselho de Ministros da CPLP, porque, por norma, decorre no país que assume a presidência da organização.
A crise política na Guiné-Bissau, país suspenso da CPLP em dezembro de 2025, após o golpe de Estado, foi também um dos temas que ocuparam os ministros nesta reunião.
Para a secretária executiva, esta reunião do Conselho de Ministros terminou com “bastantes resultados”, destacando o dinamismo com a presidência de Timor-Leste.
“Estamos com maior dinamismo, maior ação e com o resultado de que a nossa comunidade é uma comunidade diplomática de concertação e também no que diz respeito de visão que nos pode envolver todos os unidos e coesos naquilo que são o progresso e o bem-estar dos nossos povos”, disse Maria de Fátima Jardim.
A reunião do Conselho de Ministros CPLP abordou questões para o fortalecimento da comunidade lusófona, incluindo a democracia, a cooperação em vários setores, o desenvolvimento sustentável, a mobilidade, cultura, educação, direitos humanos e integração económica.
No encontro foram também assinados dois acordos, nomeadamente o acordo administrativo para a aplicação da Convenção Multilateral da Segurança Social da CPLP e o protocolo entre a organização lusófona e o Fact Diligente para implementar a atividade “Lusofonia em Timor-Leste”.