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Violentos combates pelo controle do centro da cidade ucraniana de Bakhmut

O exército ucraniano informou nesta segunda-feira (13) que há “combates ferozes” contra as forças russas pelo controle do centro da cidade de Bakhmut, no leste da Ucrânia, o que foi confirmado pelo grupo paramilitar russo Wagner.

“As unidades de ataque de Wagner atacam de várias direções” para “avança aos bairros centrais”, disse o exército ucraniano em coletiva de imprensa.

“Nossos defensores estão infligindo perdas significativas ao inimigo em combates ferozes”, acrescentou.

A cidade de Bakhmut, que tinha 70.000 habitantes antes do início da invasão russa em fevereiro de 2022, é há meses o epicentro dos combates na frente leste.

A cidade se tornou um símbolo tanto para a Ucrânia quanto para a Rússia, que sofreram grandes perdas nessa batalha, embora observadores digam que sua importância estratégica é limitada.

O chefe do grupo Wagner, Yevgueni Prigozhin, admitiu que seus combatentes encontram resistência no centro da cidade.

“A situação em Bakhmut é difícil, muito difícil. O inimigo está lutando por cada metro”, disse ele em mensagem nas redes sociais.

“Quanto mais perto estivermos do centro da cidade, mais difícil será o combate e mais artilharia haverá… Os ucranianos estão lançando infinitas reservas (no combate)”, acrescentou.

Kiev garantiu que sua estratégia na defesa de Bakhmut é, acima de tudo, “ganhar tempo”, acumular reservas e poder lançar uma contraofensiva em breve.

Aumento da demanda de armas

As autoridades ucranianas também alertaram que, se a cidade cair, as forças russas terão uma rota melhor para a região oriental de Donetsk, que o Kremlin anexou no ano passado.

Nas últimas semanas, os russos vêm ganhando terreno em torno de Bakhmut para tentar cercá-la. A captura da cidade daria a Moscou uma vitória militar, depois de meses de derrotas no terreno.

A Otan alertou na semana passada que Bakhmut pode cair nos próximos dias, e o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, prometeu que a defesa da cidade continuaria “no máximo possível”.

De acordo com um relatório do Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI) publicado nesta segunda-feira, a invasão russa da Ucrânia e o fornecimento maciço de equipamentos para Kiev quase dobraram as importações de armas para a Europa em 2022.

“A invasão realmente causou um aumento significativo na demanda por armas na Europa, que ainda não mostrou todo o seu potencial e provavelmente levará a novos aumentos nas importações”, disse à AFP Pieter Wezeman, coautor deste relatório anual.

O ataque russo também trouxe consequências “devastadoras” para crianças em orfanatos ucranianos, com milhares delas sendo transferidas para territórios ocupados ou para a Rússia, alertou a ONG Human Rights Watch (HRW) nesta segunda-feira.

“Esta guerra brutal mostrou claramente a necessidade de acabar com os perigos enfrentados pelas crianças que foram levadas para essas instituições”, disse Bill Van Esveld, funcionário desta organização.

Desde o início da invasão, mais de 4.500 jovens ucranianos que estavam em orfanatos ou famílias adotivas “foram deslocados para o exterior”, segundo a ONG.

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